O meu País é um Insuflável (Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima)

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O MEU PAÍS É UM INSUFLÁVEL, de Rui Alves Leitão, a partir da poesia de Mário Cesariny, estreou no dia 25 de Fevereiro (2017), em Ponte de Lima e contou com a co-produção da Fértil Cultural, do Teatro Diogo Bernardes e da Fundação Cupertino de Miranda.

FICHA ARTÍSTICA
Poesia: Mário Cesariny
Encenação e Dramaturgia: Rui Alves Leitão
Interpretação: Neusa Fangueiro, César Cardoso, Filipe Oliveira e Paulo Capela
Direcção Musical: César Cardoso
Música: Alice Power Trio
Desenho de Luz: Paulo Neto
Agradecimentos: Manuel Rosa

SINOPSE
“Queria de ti um país de bondade e de bruma
Queria de ti o mar de uma rosa de espuma”
É deste poema, de Mário Cesariny, que partimos para criação do espectáculo “O Meu País é um Insuflável”, onde questionamos esta bondade e bruma sebastianista que nos assombra há centenas de anos, ou que não nos assombra, porque até gostámos deste sentimento meio melancólico que de certa forma representa a nossa portugalidade. A saudade não sabemos bem do quê.
Mário Cesariny foi um poeta português incontornável do Século XX e deixou-nos uma reflexão impar sobre Portugal e a nossa forma de viver nas suas obras Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952) e Nobilíssima Visão (1959). Aproveitando estes pensamentos traduzidos na excelência da sua poesia, criámos um espectáculo que nos faz despertar de novo para esta reflexão.
“O Meu País é um Insuflável” é um espectáculo que mistura o teatro, a dança, a manipulação de objectos e a música num momento único e que põe em causa a regularidade das coisas, assim como Mário Cesariny fazia no seu quotidiano.